Se desisti do amor? Não, não desisti.
O amor me é um sacrifício. Eu amo, sempre amo, como nunca deveria amar. Como uma menininha de colegial, escrevo nossos nomes num coração, então me ponho a admirar uma foto sua. Passo horas assim. Eu até suspiro, eu sempre suspiro... De noite, rezo por você antes de dormir. E quando durmo, te encontro em meus sonhos.
O amor me é uma tortura. É sempre um sonho, sempre uma ilusão. Seu olhar é apenas um olhar. Suas palavras são apenas palavras. Seu sorriso é apenas um sorriso. E se eu penso que é algo a mais: é apenas o que penso. É sempre uma ilusão, sempre um sonho.
O amor me é uma impossibilidade. Eu amo, sempre amo. Mas e aí? Se acredito que um dia serei amado? Acredito. Lógico. Mas receio que quando esse dia chegar, já não vá mais fazer diferença. Até lá ainda haverá amor para amar? Ainda serei capaz de escrever cartas de amor? Ainda serei capaz de chorar assistindo a um filme meloso? Ainda serei capaz de escrever nossos nomes dentro de um coração? Ainda serei capaz de te encontrar em meus sonhos? Não sei...
O amor me é. Ainda assim, o amor me é. Ele me dá esperança, ele me dá vida, ele me faz sonhar. Depois me tira tudo isso... O amor é essa coisa doida que me machuca, mas ao mesmo tempo me nutre. Ele é o começo de meus todos meus problemas. É o cerne da minha infelicidade. E também é a semente de uma futura alegria.
Se desisti do amor? Não, não desisti: o amor está expresso em meu chorar. E eu choro.
Você acha isso triste?
Triste vai ser o dia em que eu não consiga mais derramar lágrimas por alguém.
Não, não desisti do amor...
uhasusuashaushasu
Brincadeira!)


