terça-feira, 28 de abril de 2009

Se desisti do amor?

Se desisti do amor? Não, não desisti.

O amor me é um sacrifício. Eu amo, sempre amo, como nunca deveria amar. Como uma menininha de colegial, escrevo nossos nomes num coração, então me ponho a admirar uma foto sua. Passo horas assim. Eu até suspiro, eu sempre suspiro... De noite, rezo por você antes de dormir. E quando durmo, te encontro em meus sonhos.

O amor me é uma tortura. É sempre um sonho, sempre uma ilusão. Seu olhar é apenas um olhar. Suas palavras são apenas palavras. Seu sorriso é apenas um sorriso. E se eu penso que é algo a mais: é apenas o que penso. É sempre uma ilusão, sempre um sonho.

O amor me é uma impossibilidade. Eu amo, sempre amo. Mas e aí? Se acredito que um dia serei amado? Acredito. Lógico. Mas receio que quando esse dia chegar, já não vá mais fazer diferença. Até lá ainda haverá amor para amar? Ainda serei capaz de escrever cartas de amor? Ainda serei capaz de chorar assistindo a um filme meloso? Ainda serei capaz de escrever nossos nomes dentro de um coração? Ainda serei capaz de te encontrar em meus sonhos? Não sei...

O amor me é. Ainda assim, o amor me é. Ele me dá esperança, ele me dá vida, ele me faz sonhar. Depois me tira tudo isso... O amor é essa coisa doida que me machuca, mas ao mesmo tempo me nutre. Ele é o começo de meus todos meus problemas. É o cerne da minha infelicidade. E também é a semente de uma futura alegria.

Se desisti do amor? Não, não desisti: o amor está expresso em meu chorar. E eu choro.

Você acha isso triste?

Triste vai ser o dia em que eu não consiga mais derramar lágrimas por alguém.

Não, não desisti do amor...


(se você conhece algum pretendente pode enviar um e-mail para mim...

uhasusuashaushasu

Brincadeira!)

sexta-feira, 24 de abril de 2009

É mesmo você que estou vendo?!

Meu coração para.

É mesmo você que eu estou vendo? É mesmo você?

Meu corpo se arrepia: de repente me lembro.

Eu costumava te amar. Eu costumava te amar, mesmo sem te conhecer...

Eu costumava passar horas pensando em você, pensando em falar com você, pensando em passar um tempo com você.

Eu costumava imaginar nós dois juntos, viajando ao som de uma música alegre. Você me contando suas piadas, me dizendo coisas engraçadas, me falando de suas experiências; e eu apenas olhando, ouvindo, sorrindo, de repente eu era pequeno perto de alguém tão grande como você...

Eu costumava pensar em você...

Mas as coisas costumavam não se concretizar...

Hoje, agora...

Meu coração para.

É o destino que te colocou aqui, no meu caminho? É um sinal? É mesmo você?

Te ver assim, depois de tanto tempo, me faz perceber o quanto eu costumava te amar, mesmo sem te conhecer...

Te ver assim, depois de tanto tempo me fez perceber que eu ainda amo...

E agora eu costumo pensar...

Quando te verei novamente?

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Pane no PC

Eu estava escrevendo no Word, mas deu pau no PC e perdi tudo...

Mas enfim... Resumindo o que tava escrevendo: eu odeio o amor.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Um post.

Uma novela na TV.

Um livro na estante.

Um real na carteira.

Um amigo.

Uma conta a pagar.

Um amor impossível.

É.

Estou de volta à rotina.

sábado, 14 de março de 2009

Confessando

Confesso que cansei de fingir que estava tudo bem.

Confesso que há muito já sabia que estava na hora de confessar.

Confesso que sou um pouco orgulhoso, apesar de estar sempre me rebaixando.

Confesso que não importo muito com as pessoas.

Confesso que me importo mais do que gostaria.

Confesso que odeio falar de mim, mas adoro ser o centro das atenções.

Confesso que acredito um pouquinho em Deus.

Confesso que sou um baita de um carente.

Confesso que sempre fico afim de quem fica me encarando.

Confesso que nunca amei de verdade.

Confesso que sempre que disse que amava, na verdade eu estava me forçando a amar.

Confesso que, mesmo assim, sofri.

Confesso que queria ter por quem sofrer…

Confesso que estou gostando de duas pessoinhas.

Confesso que queria amar mais uma delas do que realmente amo.

Confesso que queria amar menos uma delas que realmente amo.

Confesso que me sinto um idiota por sempre estar fugindo da possibilidade de ficar com alguém.

Confesso que confessar isso foi mais fácil do que imaginava.

Confesso que assisto Superpop de vez em quando.

Confesso que guardo rancor.

Confesso que às vezes me sinto superior.

Confesso que me arrependo de não ter estudado mais.

Confesso que sou péssimo com escolhas.

Confesso que não sei o que quero do meu futuro.

Confesso que não espero nada do meu futuro.

Confesso que confessar isso dói.

Confesso que odeio trabalhos domésticos.

Confesso que tenho chorado mais do que devia.

Confesso que sou medroso demais até para pensar em suicídio.

Confesso que meus melhores amigos moram longe.

Confesso que me acho genial.

Confesso que sou bastante pervertido.

Confesso que achei que esse texto seria legal.

Confesso que não gostei.

Confesso que estou com preguiça de reescrever.

Confesso que nem cheguei a reler.

Confesso que não espero que você goste.

Confesso que adoraria que você fingisse que gostou.

Confesso que adoraria mais ainda se você confessasse algo nos comentários…

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Dois encontros - uma lagoa (O Homem de Retalhos III)

Querido Diário,

Hoje eu segurei as mãos dele! Ai se meu pai descobre…

É bem verdade que papai quer que eu me case com Leandro, mas se ele souber que eu ando vendo ele escondida…

Mas isso não vai acontecer, porque ninguém sabe da gente. Só o Espantalho. A gente se vê perto do lago, bem longe de todo mundo, mas o Espantalho me seguiu…

Quando eu e o Leandro estávamos vindo embora eu precisei voltar correndo pro lago pra pegar o livro que tinha esquecido lá e acabei encontrando o Espantalho fingindo chorar.

Sim, fingindo… Ele fica molhando os botões que servem de olhos e deixa a água cair que nem lágrima… Achei tão bonitinho querer parecer gente! Mas na verdade ele não sente tristeza. Uma vez ele me disse que não sente nada, só amor. Deve ser porque o coração dele é pequeno ainda. Eu lembro que há 9 anos atrás, quando eu o fiz, nem dava pra sentir o batimento. Hoje se você pôr a mão, dá pra sentir bem lentinho… tum… tum… … tum… tum…

Mas então, hoje, depois de ver ele chorando, eu perguntei pra ele porque ele tava fazendo isso e ele me disse que era porque queria ser humano, porque aí eu ia gostar dele. Eu falei pra ele que eu gostava dele, de verdade, mas que não podia ficar com ele porque Deus ia ficar bravo… Acho que o Espantalho me entendeu e depois perguntou se eu poderia fazer uma espantalha ficar viva pra fazer companhia pra ele.

Eu realmente gostaria de tentar isso depois. Mas preciso fazer uma espantalha bem lindona, com um vestido longo e vermelho (que é a cor favorita do Espantalho)… Só que eu num acho que sou capaz de dar vida a outra coisa… Então eu tive que responder pro Espantalho que eu poderia tentar…

“Você pode segurar minha mão um pouco, então?”, ele perguntou pra mim. Não tinha como dizer não… Eu acabei passando a tarde de mãos dadas com ele, só olhando pro lago e ouvindo o som dos pássaros…

Foi muito bom… Melhor até do que segurar as mãos de Leandro, porque as mãos do Espantalho são macias, enquanto as do Le são rudes e frias…

Francesca.

domingo, 11 de janeiro de 2009

O Teatro Mágico — A Metamorfose ou Os Insetos Interiores ou O Processo


Música do O Teatro Mágico. Achei bem do clima do blog, por isso tô postando a letra aqui. Ela faz referência às obras "A Metamorfose" e "O Processo", do Franz Kafka. Vale a pena conferir.



O Teatro Mágico — A Metamorfose ou Os Insetos Interiores ou O Processo

"Notas de um observador:

Existem milhões de insetos almáticos.
Alguns rastejam, outros poucos correm.
A maioria prefere não se mexer.
Grandes e pequenos.
Redondos e triangulares,
de qualquer forma são todos quadrados.
Ovários, oriundos de variadas raízes radicais.
Ramificações da célula rainha.
Desprovidos de asas,
não voam nem nadam.
Possuem vida, mas não sabem.
Duvidam do corpo,
queimam seus filmes e suas floras.
Para eles, tudo é capaz de ser impossível.
Alimentam-se de nós, nossa paz e ciência.
Regurgitam assuntos e sintomas.
Avoam e bebericam sobre as fezes.
Descansam sobre a carniça,
repousam-se no lodo,
lactobacilos vomitados sonhando espermatozóides que não são.
Assim são os insetos interiores.

A futilidade encarrega-se de maestra-los.
São inóspitos, nocivos, poluentes.
Abusam da própria miséria intelectual,
das mazelas vizinhas, do câncer e da raiva alheia.
O veneno se refugia no espelho do armário.
Antes do sono, o beijo de boa noite.
Antes da insônia, a benção.

Arriscam a partilha do tecido que nunca se dissipa.
A família.
São soníferos, chagas sem curas.
Não reproduzem, são inférteis, infiéis, in(f)vertebrados.
Arrancam as cabeças de suas fêmeas,
Cortam os troncos,
Urinam nos rios e nas somas dos desagravos, greves e desapegos.
Esquecem-se de si.
Pontuam-se

A cria que se crie, a dona que se dane.
Os insetos interiores proliferam-se assim:
Na morte e na merda.

Seus sintomas?
Um calor gélido e ansiado na boca do estômago.
Uma sensação de: o que é mesmo que se passa?
Um certo estado de humilhação conformada o que parece bem vindo e quisto.
É mais fácil aturar a tristeza generalizada
Que romper com as correntes de preguiça e mal dizer.
Silenciam-se no holocausto da subserviência
O organismo não se anima mais.
E assim, animais ou menos assim,
Descompromissados com o próprio rumo.
Desprovidos de caráter e coragem,
Desatentos ao próprio tesouro...caem.
Desacordam todos os dias,
não mensuram suas perdas e imposturas.
Não almejam, não alma, já não mais amor.
Assim são os insetos interiores."


Perfeito, não?